Os contratos são instrumentos centrais nas relações civis e empresariais, pois formalizam direitos, deveres e expectativas entre as partes, informa Hebron Costa Cruz de Oliveira, especialista em direito contratual e das empresas. Embora contratos sejam vistos como simples formalidades, sua estrutura influencia diretamente a segurança das relações e a possibilidade de responsabilização em caso de descumprimento.
Se você quer entender quais cláusulas merecem atenção especial e quais riscos costumam gerar litígios, continue a leitura.
Elementos essenciais para validade do contrato
Para que um contrato seja válido, é necessário que as partes sejam capazes, que o objeto seja lícito, possível e determinado, e que a forma atenda às exigências legais quando houver. A ausência de qualquer desses requisitos pode levar à nulidade ou anulabilidade do negócio jurídico.
Hebron Costa Cruz de Oliveira apresenta que a manifestação de vontade deve ser livre de vícios, como erro, dolo ou coação. Quando esses fatores estão presentes, o contrato pode ser contestado judicialmente, mesmo que tenha sido formalmente assinado.
Por isso, a análise prévia das condições e da capacidade das partes é etapa fundamental na celebração de qualquer acordo.
Cláusulas que exigem atenção redobrada
Algumas cláusulas são recorrentes em disputas contratuais por impactarem diretamente o equilíbrio da relação. Entre elas, destacam-se:
- cláusulas de reajuste e atualização monetária
- prazos e condições de rescisão
- multas por descumprimento
- obrigações acessórias e penalidades
Quando essas disposições são redigidas de forma vaga ou excessivamente onerosa para uma das partes, aumentam as chances de questionamentos futuros. Assim, a clareza e a proporcionalidade são princípios fundamentais na relação contratual. Nesse contexto, a orientação de profissionais como Hebron Costa Cruz de Oliveira contribui para reduzir ambiguidades e proteger interesses legítimos.
Função social e boa-fé objetiva nos contratos
O direito contratual moderno não se baseia apenas na autonomia da vontade, mas também nos princípios da função social e da boa-fé objetiva, expõe o advogado com 29 anos de experiência, Hebron Costa Cruz de Oliveira. Esses conceitos determinam que as partes devem agir com lealdade, cooperação e respeito mútuo durante toda a execução do contrato.
A violação desses princípios pode gerar responsabilidade mesmo quando não há descumprimento literal de cláusulas. Por exemplo, comportamentos que dificultam deliberadamente o cumprimento do acordo podem ser interpretados como quebra da boa-fé. Dessa forma, o contrato passa a ser visto não apenas como um texto formal, mas como uma relação jurídica dinâmica, sujeita a deveres de conduta.

Riscos comuns que levam a litígios contratuais
Muitos conflitos surgem por falta de detalhamento de obrigações, mudanças de cenário econômico ou falhas de comunicação entre as partes. Situações como atrasos reiterados, divergências de interpretação e alterações unilaterais são causas frequentes de disputas.
Além disso, contratos firmados sem análise jurídica prévia tendem a apresentar lacunas que dificultam a solução amigável de conflitos. Nesses casos, o Judiciário acaba sendo acionado para interpretar intenções e estabelecer responsabilidades. Por esse motivo, a gestão adequada dos contratos é tão importante quanto sua elaboração inicial.
Importância da revisão e do acompanhamento jurídico
Contratos não devem ser encarados como documentos estáticos. Mudanças legislativas, variações de mercado e alterações no objeto do acordo podem exigir revisões periódicas para manter o equilíbrio contratual.
O acompanhamento jurídico permite ajustes preventivos e renegociação de cláusulas antes que se transformem em problemas maiores. Essa prática é especialmente relevante em contratos de longa duração ou em relações empresariais contínuas.
Tal como considera o Doutor Hebron Costa Cruz de Oliveira, a advocacia preventiva é uma ferramenta eficaz para reduzir custos, preservar relações comerciais e evitar disputas judiciais prolongadas.
Contratos bem estruturados reduzem riscos jurídicos
O Direito Contratual oferece instrumentos para organizar relações de forma segura, desde que os contratos sejam elaborados com atenção técnica, clareza e observância dos princípios legais. Cláusulas mal redigidas ou desequilibradas aumentam significativamente o risco de litígios.
Ao priorizar análise criteriosa, revisão periódica e atuação preventiva, é possível transformar o contrato em um verdadeiro aliado da segurança jurídica. Nesse sentido, a atuação profissional de Hebron Costa Cruz de Oliveira reforça a importância de tratar contratos como instrumentos estratégicos de proteção patrimonial e institucional.
Com isso, compreender os riscos mais comuns e adotar boas práticas contratuais é passo essencial para relações mais estáveis, transparentes e duradouras.
Autor: Mikesh Wys
